Está registrado: o Instituto da Cannabis é Legal.

Boa notícia da terra dos manézin! O Instituto da Cannabis, iniciativa de militantes catarinenses para fomentar a pesquisa e a produção de subsídios para fomentar o debate sobre a canábis, finalmente será registrado e terá seu CNPJ. A Justiça de Florianópolis autorizou o Cartório responsável a proceder o registro enquanto instituição de pesquisa, o que abre novas possibilidades de organização e financiamento ao Instituto.

Um dos organizadores da Marcha da Maconha Floripa, o Instituto tem se destacado, nos últimos anos, por suas atividades de ativismo e pela promoção de debates qualificados sobre o tema em Santa Catarina. Veja aqui cobertura da Marcha e do 2º Seminário “Perspectivas de mudanças na Política de Drogas – Um Brasil mais legal”, que a semSemente cobriu a convite do InCa.

A quizila começou ano passado, quando os organizadores foram até o Cartório registrar o Estatuto Social da Instituição, e receberam a notícia que, diante do objeto de atuação proposto (canábis), seria necessário uma consulta à Justiça. Mês passado, o juiz Alexandre Morais da Rosa, da 4° Vara Criminal, autorizou o registro, desde que seja alterada a sigla “InCa”, por sua associação com o Instituto Nacional do Câncer. Segundo o magistrado, há a necessidade de se manter a liberdade de manifestação.

Os reacionários de plantão, claro, já rangiram os dentes. O promotor Henrique Limongi entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, alegando que a autorização é uma aberração, pois a entidade se dedica, segundo ele, a disseminar e incentivar o uso da canábis. Pergunto por que tal promotor não entra com recurso contra o Prof. Dr. Elisaldo Carlini, Dr. Dartiu Xavier, Dr. Sidarta Ribeiro, Dr. Renato Malcher e tantos outros que se dedicam, há anos, a pesquisas com a canábis? Falta-lhe culhões também, pois reflexão sobre o tema já vimos que não possui? É mais fácil atacar estudantes e profissionais recém formados que ainda não possuem a alcunha de Dr. ao lado de seus nomes?

Mas pode latir à vontade! Enquanto tal promotor estagnou seu pensamento na Era Nixon, os associados ao instituto seguem em frente, alguns já a caminho do doutorado, propondo novas visões e abordagens sobre esta planta. Que o exemplo do Instituto da Cannabis se multiplique, e que tenhamos dezenas de instituições de pesquisas sobre o tema no Brasil, assim como já ocorre em outros países.

Agora, se com a titulação de Doutor e carreiras acadêmicas sólidas tais militantes e pesquisadores deixarão de ser incomodados não se sabe. Mas temos a certeza que, independente de títulos, eles (e nós) continuaremos incomodando aqueles que se coloquem contrários à nossa liberdade de pensar, debater, divulgar e apoiar outros caminhos para a relação homem-canábis, que não se pautem em uma guerra sem sentido, nem em argumentos falaciosos. Quem é contra o debate é a favor da guerra, quem oprime o conhecimento tem medo dele!

Parabéns ao Instituto pela conquista. Uma de tantas que virão. É o solo da Ilha da Magia frutificando esperança!

Livro defende que legalização da canábis poderia salvar economia norte-americana

Comunidade rural tem 80% da economia local obtida da canábis

Já há um certo tempo alguns países têm pesquisado e explorado as propriedades medicinais da canábis, mas ultrapassando os imensuráveis limites dos benefícios que a erva pode oferecer, um jornalista americano escreveu um livro abrindo o debate para as possibilidades economicas que a planta esconde.

De acordo com uma entrevista de Doug Fine à Folha de S. Paulo, autor do livro “Too High to Fail — Cannabis and the New Green Economic Revolution” (ed. Penguim/Gotham; em tradução livre, “Muito Chapado para Fracassar — Cannabis e a Nova Revolução Econômica Verde), a legalização da maconha poderia ajudar na recuperação da economia dos EUA, que emerge depois da crise que estourou no país em 2008. Um dos especialistas entrevistados no livro, professor de economia de Harvard, afirma que um hipotético comércio legal de ganja poderia ter rendido US$6,2 bilhões em impostos em 2011, tendo em conta números obtidos sob proibição. Caso legalizada, a estimativa é que esse número chegaria a US$47 bilhões. É válido salientar que a planta não é só cultivada para consumo, mas também como matéria prima de roupas e outros produtos.

Para provar a veracidade de sua teoria que apresenta esses números tão animadores (ou assustadores, tendo em conta que está todo nas mãos do tráfico), o jornalista passou um ano em Mendoncino, uma comunidade rural ao norte da Califórnia que tem um programa de licença inédito oferecido pelas autoridades locais, onde se pode registrar até 99 plantas pagando um certo valor por cada. Lá, a canábis é responsável por 80% da economia local, o que contabiliza US$8 bilhões ao ano. O autor afirma que o negócio já tem sido levado por três gerações e que a comunidade “não carrega o estigma de puritanismo da guerra às drogas que outros lugares têm”.

Para Fine, a guerra às drogas está ganha, mas quem levou essa batalha foram os antiproibicionistas. Segundo ele, “a popularidade é crescente nas pesquisas, 56% dos americanos querem a regulamentação da cannabis”.

Aqui no Brasil, a pesquisa realizada pelo site do Senado Federal indica que, no exato momento que escrevo esta nota, 83,4% da população é a favor do projeto de lei que permite a produção e o porte de drogas para consumo próprio. A votação ainda está aberta. Vai lá dar uma força!

 

Leia entrevista completa no site da Folha

 

Uso da cannabis é associado a melhora nas habilidades cognitivas de pacientes bipolares

 

Mais uma pra acabar de vez com essa bobagem que maconha mata seus neurônios. Na verdade, o sistema nervoso agradece  seu consumo!

Os pacientes bipolares com histórico de consumo de cannabis demonstram um desempenho neurocogitivo superior em comparação com pacientes sem história de uso, de acordo com dados clínicos publicados online na revista Psychiatry Research.

Pesquisadores do Hospital Hillside Zucker em Long Island, NY, junto com pesquisadores da Mount Sinai School of Medicine e do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, compararam o desempenho de 50 bipolares com histórico de consumo de cannabis contra 150 pacientes bipolares sem histórico de uso em uma bateria de medidas padronizadas cognitivas. Os grupos de pacientes não diferiram em relação à idade, raça, ou nível de educação alcançado. Os pacientes bipolares com histórico de consumo da erva tinham idade semelhante aos pacientes que não consomem a erva.

Os pesquisadores descobriram que os indivíduos com histórico de consumo de cannabis apresentaram desempenho melhor do que neurocognitivo dos não-usuários, mas não diferiram significativamente nas estimativas de QI pré-mórbido – relacionado à capacidade de linguagem e não-verbais e que apresenta níveis similares nos pacientes que sofrem de esquizofrenia.

Autores relataram que “os resultados de nossa análise sugerem que indivíduos com transtorno bipolar e histórico (de uso de cannabis) demonstram o desempenho neurocognitivo significativamente melhor, em particular as medidas de atenção, velocidade de processamento e memória de trabalho. Estes resultados são consistentes com um estudo anterior que demonstrou que os indivíduos bipolares com histórico de consumo de cannabis apresentaram desempenho superiores fluência verbal, em comparação com pacientes bipolares sem histórico. Resultados similares também foram encontrados na esquizofrenia em vários estudos”.

Eles ainda concluíram que “estes dados podem ser interpretados sugerindo que o uso de cannabis pode ter um efeito benéfico sobre o funcionamento cognitivo em pacientes com graves distúrbios psiquiátricos. No entanto, é também possível que estes resultados sejam devido à exigência de um certo nível de cognitivo função e relacionadas com as habilidades sociais na aquisição de drogas ilícitas”.

Então vamos lá, governos do soberano Planeta Terra. Estamos esperando vosso aval para que possamos provar-lhes, por A mais B, que essa erva daninha, de daninha não tem nada.

Fonte: Norml

Comprovado: canabinóides são capazes de matar células cancerígenas

 

A cura para o câncer pode estar mais próxima do que se imagina. No último mês de junho, o National Cancer Institute (NCI), dos Estados Unidos, atualizou o tópico intitulado “Cannabis and Cannabinoids” do seu banco de dados online destacando o papel dos canabinóides herbais na morte de células cancerosas, processo clinicamente chamado de apoptose (quando ocorre uma espécie de “auto-destruição” celular). Como já era de se esperar devido à influência & manipulação por parte da poderosíssima indústria farmacêutica, pouco se ouviu falar dessa notícia por aí.  Quem trouxe o fato à tona foi o Publius, coletivo de autores responsáveis pelo livro The Cannabis Papers: a citizen’s guide to cannabinoids, lançado em 2011 e disponível gratuitamente abaixo*.

“Nós já conhecíamos há algum tempo a importância do Sistema Canabinóide (SC) no combate ao câncer”, observa Stephen Young, membro do Publius e autor de Maximizing Harm: Winners and Losers in the Drug War (2000). “Estamos felizes em ver o NCI publicando oficialmente essa informação após 37 anos em que eles próprios noticiaram pela primeira vez as propriedades anti-cancerígenas da canábis”, comemora.

Em 1975, o  NCI publicou um estudo relatando a atividade antineoplásica (anti-cancerígena) dos canabinóides. Dando sequência ao trabalho,  desta vez os pesquisadores buscam estabelecer como isso acontece e afirmam: “canabinóides podem causar efeitos anti-tumorais através de diversos mecanismos, incluindo a indução da morte celular, inibição do crescimento das células e do processo de metástase”.

“O governo norte-americano patenteou os canabinóides em 2003.  Nos anos seguintes, várias pesquisas foram publicadas por órgãos como o  International Association for Cannabinoid Medicines e o International Cannabinoid Research Society“, completou Young.

As novas atualizações divulgadas pela NCI mostram como canabinóides combatem especificamente os cânceres de mama, cólon e de pulmão.

by MaryJuana (http://www.blogdamaryjuana.wordpress.com)

Fonte:  PR Web

*Leia na íntegra o livro The Cannabis Papers.

10 fatos sobre a maconha que todo mundo deveria saber

10 FATOS SOBRE A MACONHA QUE VOCÊ NÃO SABIA.

Ou já sabia, mas não custa reforçar


Fato #1: A maioria dos usuários de maconha nunca usou qualquer outra droga ilícita.

Maconha não leva as pessoas a usar drogas mais pesadas. A cannabis é a droga ilegal mais popular do mundo, portanto, as pessoas que usaram drogas menos populares, como a heroína, cocaína e LSD, é que provavelmente também usaram maconha. A maioria dos cannabistas nunca usou qualquer outra droga ilegal e a vasta maioria que usou nunca se viciou ou teve problemas associados. De fato, a cannabis é o destino final mais do que a tão chamada porta de entrada.

 
Fato #2: A maioria das pessoas que usam maconha o fazem ocasionalmente. O aumento no número de admissões em clínicas de reabilitação não reflete o aumento das taxas de dependência química.

De acordo com um estudo do Instituto Federal de Medicina dos EUA feito em em 1999, menos de 10% daqueles que provam cannabis se encaixa nos critérios de dependência, enquanto 32% dos fumantes de tabaco e 15% dos beberrões se encaixam. De acordo com dados federais norte-americanos, as admissões relacionadas a maconha previstas pelo sistema de justiça criminal subiu 48% em 1992 e 58% em 2006. Apenas 45% das admissões de maconheiros se enquadram nos critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais para dependência de maconha. Mais de um terço não tinha fumado nem um baseadinho nos 30 dias anteriores à admissão para tratamento.

 

Fato #3: Reclamações sobre o aumento da potência da maconha são demasiadamente exageradas. Além disso, a potência não está relacionada ao risco de dependência ou impactos na saúde.

Embora a potência da maconha possa ter aumentado um pouco nas últimas décadas, afirmações sobre enormes aumentos na potência são exageradas e não é suportado por nenhuma evidência. De qualquer maneira, a potência não está relacionada a riscos de dependência ou impactos na saúde. De acordo com dados do próprio governo federal americano, o THC médio da erva cultivada internamente – que compreende a maior parte do mercado dos EUA – é inferior a 5%, um valor que se manteve inalterado durante quase uma década. Para se ter uma idéia melhor, na década de 1980, o teor de THC era de, em média, 3%. Independentemente de potência, o THC é praticamente não-tóxico para as células saudáveis ou órgãos, e é incapaz de causar uma overdose fatal. Atualmente, os médicos podem prescrever legalmente Marinol, uma pílula aprovado pela FDA que contém 100% deTHC. O departamento de Administração de Alimentos e Medicamentos americano considera a substância segura e efetiva no tratamento de náuseas, vômitos e doenças degenerativas. Quando usuários encontram uma erva mais potente que o usual, eles podem facilmente ajustar o uso fumando menos.

 
Fato #4: Maconha não foi associada ao desenvolvimento de doenças mentais

Alguns efeitos da queimação de mato podem incluir sentimentos de pânico, ansiedade e paranóia. Tais experiências podem ser assustadoras, mas os efeitos são temporários. Dito isto, não estamos dizendo não pode haver alguma correlação (mas não causalidade) entre o uso de maconha e certas doenças psiquiátricas. O fato de alguém fumar um cigarrinho de artista pode se correlacionar com doenças mentais por muitas razões. Muitas vezes as pessoas fazem uma fumaça para aliviar os sintomas de angústia. Um estudo realizado na Alemanha mostrou que o uso de cannabis pode compensar certos declínios cognitivos em pacientes esquizofrênicos. Outro estudo demonstrou que alguns sintomas psicóticos se antecipam ao uso da maconha, sugerindo que é mais provável que as pessoas estejam buscando a planta por ajuda do que ficam doentes em consequência dela.

 
Fato #5: O uso de maconha não foi associado ao aumento de risco de câncer.

Vários estudos longitudinais têm demonstrado que mesmo o uso a longo prazo de marijuana (via fumaça) em seres humanos não é associado com um risco elevado de câncer, incluindo cancros relacionados com o tabaco ou colorectal, de pulmão, melanoma, de próstata, de mama ou colo do útero. Um estudo de 2009 baseado num estudo de caso da população indica que fazer uma fumaça moderada durante o período de 20 anos está associado à uma redução de cancêr na cabeça e no pescoço (Veja estudo – em inglês). Ainda, outro estudo caso mostra que fumar um capim não está associado ao cancêr de pulmão nem com o aparelho digestivo/respiratório superior (laringe, faringe, garganta, etc).

 

Fato #6: A Marijuana se provou útil no tratamento dos sintomas de uma variedade de condições médicas.

A cannabis tem se mostrado eficaz ao reduzir a náusea induzida pela quimioterapia, estimulando o apetite em pacientes com AIDS, e na redução da pressão intra-ocular em pessoas com glaucoma. Há também evidências de que o matinho louco reduz significantemente a espasticidade muscular em pacientes com distúrbios neurológicos. Uma cápsula sintética está disponível por prescrição médica, mas não é tão eficaz como o ganja fumado por muitos pacientes.

 
Fato #7: Os índices de uso de maconha na Holanda são semelhantes aos dos EUA, apesar das políticas muito diferentes.

A Holanda, a política de drogas é uma das menos punitiva da Europa. Há mais de 20 anos, os cidadãos holandeses com idade acima de 18 foram autorizados a comprar e usar cannabis (maconha e haxixe) em lojas de governo regulamentadas. Esta política não resultou em um aumento incontrolável dos cidadãos que curtem um cachimbo da paz. Para a maioria dos grupos etários, as taxas de utilização da erva na Holanda são semelhantes àqueles nos Estados Unidos. No entanto, para os adolescentes mais jovens, as taxas de utilização de marijuana são mais baixos nos Países Baixos do que na terra do Tio Sam. O governo holandês ocasionalmente revisa as políticas de maconha existente, mas mantém o compromisso da descriminalização.

 
Fato #8: A maconha não foi associada a nenhuma disfunção cognitiva a longo prazo.

Os efeitos a curto prazo da maconha incluem alterações temporárias e imediatas nos pensamentos, percepções e processamento de informações. O processo cognitivo mais claramente afetado pela maconha é memória de curto prazo. Em estudos de laboratório, os indivíduos sob a influência da maconha não têm problemas em se lembrar coisas que eles aprenderam anteriormente. No entanto, eles apresentam diminuição da capacidade de aprender e recordar novas informações. Esta diminuição dura enquanto rolar a brisa. Não há nenhuma evidência convincente de que fumar um beise prejudica memória ou outras funções cognitivas permanentemente.

 
Fato #9: Não há evidências convincentes de que a maconha contribui substancialmente para os acidentes de trânsito e mortes.

Em algumas doses, a maconha afeta a percepção e o desempenho psicomotor – alterações que podem prejudicar a capacidade de condução. No entanto, na condução de estudos, a cannabis produz pouco ou nenhum comprometimento na manipulação de um carro – sendo consistentemente menor do que o risco produzido por doses de baixas a moderadas de álcool e muitos medicamentos legais. Em contraste com o álcool, que tende a aumentar práticas de condução de risco, a maconha tende a fazer com que o usuário seja mais cauteloso em todos os assuntos. Levantamentos entre condutores fatalmente feridos mostram que, quando o THC é detectado no sangue, o álcool é quase sempre detectado também. Para alguns indivíduos, o fumo dos malucos pode desempenhar um papel na má condução. A taxa global de acidentes em rodovias não parece ser significativamente afetada pelo uso da maconha na sociedade.

 
Fato #10: Mais de 800.000 pessoas são presas por maconha nos EUA a cada ano, a grande maioria delas por posse simples.

A polícia acusou 858,408 pessoas por violações da lei pelo uso de maconha em 2009, de acordo com o Federal Bureau of Investigation’s annual Uniform Crime Report. Nos EUA, detenções de maconheiros correspodem a 52% de todas as prisões relacionadas às drogas. Uma década atrás, este número era de 44%. Aproximadamente 46% de todos os processos associados às drogas no país são por possessão de cannabis. Dentre os detidos por crimes relacionados à maconha, cerca de 88% são acusados somente por posse. O restante é processado por venda/fabricação, uma categoria que inclui praticamente todos os crimes relacionados ao cultivo.

 

Fonte: www.drugpolicy.org

Tratamento canábico pode reduzir danos causados por opiáceos farmacêuticos

 

Uma pesquisa publicada no Journal of Psychoactive Drugs afirma que, se fosse regulamentada, a cannabis poderia ser ministrada em pacientes com dor crônica, reduzindo a morbidade associada ao uso de opiáceos prescritos e outros produtos farmacêuticos.

Pesquisadores do Centre for Addictions Research of British Columbia concluiram que a maconha pode ser útil no tratamento da dor crônica, bem como distúrbios de abuso de certas substâncias, e que apresenta menos riscos para a saúde do que muitas alternativas convencionais. “Quando usado em conjunto com opióides, os canabinóides conduzem a um maior alívio cumulativo de dor, resultando numa redução na utilização de opiáceos (e os efeitos colaterais associados) por pacientes em um ambiente clínico.”

Além disso, os canabinóides podem impedir o desenvolvimento de tolerância aos opiáceos e ajudar na descontinuação de seu uso, assim como pode mesmo reacender o efeito analgésico do mesmo após uma dosagem que o tornaria ineficaz. O autor ainda sugere que a cannabis pode ser útil no tratamento do uso de substâncias problemáticas. Estas descobertas sugerem que o aumento do acesso seguro à cannabis médica pode reduzir os danos pessoais e sociais associados ao vício, especialmente em relação ao crescente uso problemático de opiáceos farmacêuticos.

“Uma vez que ambos os danos potenciais de opiáceos farmacêuticos e a segurança relativa da cannabis estão bem estabelecidas, a pesquisa sobre efeito de substituição sugere que a cannabis pode ser eficaz na redução do uso e dependência de outras substâncias abusivas, como opiáceos ilícitos, estimulantes e álcool.”

Baseado nisso, o estudioso afirma que não há razão para desacreditar que uma estratégia com o objetivo de maximizar os benefícios terapêuticos potenciais da cannabis e canabinóides farmacêuticas, expandindo a sua disponibilidade e utilização poderia levar a uma redução na utilização de prescrição de opiáceos, bem como outros potencialmente perigosos analgésicos farmacêuticos, substâncias lícitas e ilícitas levando, portanto, à uma redução no danos associados.

O autor conclui que apesar da falta de supervisão regulamentar por parte dos governos federais na América do Norte, os dispensários de maconha medicinal provaram ser um sucesso no fornecimento de cannabis com uma fonte segura, dentro de um ambiente propício para a cura, e pode ser a redução do uso problemático de opiáceos farmacêuticos e outras substâncias potencialmente prejudiciais.

Entre os anos de 1999 e 2007, mais de 65.000 pessoas morreram de overdose não intencional de opióides analgésicos.

Uma pesquisa anterior, publicada no Harm Reduction Journal em janeiro, argumentou de forma semelhante que “a prescrição de maconha no lugar de opióides para dor neuropática pode reduzir a morbidade e mortalidade associadas a medicamentos prescritos para a dor e pode ser uma estratégia eficaz de redução de danos.”

Em novembro, os investigadores clínicos da Universidade da Califórnia, San Francisco, informaram que a maconha vaporizada aumenta os efeitos dos opióides em usuários de morfina ou oxicodona prescritos. Os autores do estudo propõe que intervenções específicas de cannabis “podem permitir o tratamento de opióides em doses menores, com menos efeitos colaterais.”

Pode parecer repetitivo, mas pesquisadores não param de estudar e nós não deixaremos de publicar todas as possibilidades do uso benéfico da cannabis. É um absurdo que pessoas em sofrimento agudo não possam se tratar de maneira eficaz, tendo que entupir suas veias com medicamentos de alto risco, curando uma doença causando outra. Por isso e muito mais; Legalize ganJah!

Fonte: Norml

Pesquisadores alemães reconhecem uso medicinal da canábis no alívio da dor


Está cada vez mais difícil para os proibicionistas ignorar os poderes terapêuticos da maconha. Dessa vez são os alemães que divulgam um estudo comprovando que medicamentos à base de canábis apresentam grande eficiência no alívio da dor em pacientes cujos sintomas não são atenuados através dos tratamentos convencionais. As indicações incluem espasmos musculares, náuseas e vômitos ocasionados por quimioterapia, perda de apetite nos portadores de HIV e dores neuropáticas.

A conclusão dos pesquisadores Franjo Grotenhermen e Kirsten Müller-Vahl foi publicada na edição 29-30 do jornal científico Deutsches Ärzteblatt Internacional. Segundo o artigo, o efeito clínico dos remédios à base da erva deve-se à ativação dos receptores de canabinóides endógenos. O consumo de quantidades terapêuticas em adultos não traz risco de danos irreversíveis à cognição. Em crianças e adolescentes, no entanto, o risco é maior.

Em todo o mundo, já foram realizadas mais de 100 pesquisas avaliando os efeitos dos canabinóides desde 1975. Os resultados positivos levaram ao licenciamento oficial de medicamentos à base de maconha em diversos países. Na Alemanha, por exemplo, o extrato de canábis foi aprovado em 2011 para o tratamento de esclerose múltipla (EM). Em junho de 2012, o Federal Joint Commitee (o mais alto órgão regulador da saúde na Alemanha) declarou que a substância possui vantagens adicionais para esta indicação e estendeu a licença temporária para a fabricação do extrato até 2015.

By: MaryJuana – www.blogdamaryjuana.wordpress.com 

Fonte: Science Daily.

Artista plástico exibe imagens feitas com fumaça de maconha!

Em exposição individual, o artista Fernando de La Rocque apresenta imagens feitas de fumaça

O carioca Fernando de La Rocque é bacharel em escultura pela Escola de Belas Artes da UFRJ, sua jornada nas artes começa por volta de 2001 e 2002, quando participou de várias exposições coletivas como o espaço off-circuito Edificio Galaxi e no evento semanal Zona Franca, que revelou vários artistas e projetos que se destacam no circuito de arte contemporânea do Rio de Janeiro até hoje. Antes disso ele editou nos anos 90 o zine “Green Power”, cujos personagens reapareceriam em forma de tirinhas na década seguinte nas páginas da revista underground Tarja Preta. Atualmente representado pelo Artur Fidalgo Galeria, Fernando passou por várias galerias importantes do Rio como a TAC e Gentil Carioca, sempre explorando temas polêmicos em seus trabalhos, como os azulejos orgásticos da série “Colônias” e no trabalho “Barata de Ouro” aonde baratas recolhidas nas ruas, eram pintadas de dourado e enviadas vivas a vários museus de arte contemporânea do mundo, aonde chegaram vivas e foram criadas pelos seus curadores até o fim de sua vida natural.

Semana que vem Fernando de La Rocque lança na La Cucaracha, a exposição “Blow Job – Trabalho de Sopro” em que exibe trabalhos aonde ele pinta vários personagens utilizando a fumaça da canábis através de uma técnica inédita criada por ele mesmo. Segundo o artista, essa idéia de pintar com fumaça paira em sua cabeça há décadas, desde que ele viu numa edição da infame revista MAD, um teste para medir a saúde do pulmão de um fumante, observando o resultado após soprar a fumaça sobre o papel. Segundo o artista “mais importante do que a liberdade de usar cannabis é a liberdade de pensar e fazer arte. Polêmicas dividem opiniões, fazem as pessoas pensarem, discutirem. A inércia não ajuda em nada quando queremos conquistar alguma coisa”. Abertamente a favor da descriminalização do consumo de maconha, de La Rocque se posiciona com seu trabalho.

BLOW JOB – TRABALHO DE SOPRO

Abertura 15 de Agosto, às 19 horas
Exposição de 16 de Agosto a 22 de Setembro de 2012

Rua Teixeira de Melo, 31 Ipanema – Rio de Janeiro, RJ
+55 21 2522 0103 – cucaracha.com.br

Realização: La Cucaracha e Artur Fidalgo Galeria

Propaganda pede a legalização da maconha em Washington

Enquanto o Brasil se surpreende com a série de propagandas da tímida campanha “Lei de Drogas: É Preciso Mudar”, exibidas pouquíssimas vezes na televisão brasileira, os Estados Unidos já caminham a passos mais largos com relação ao debate do tema na TV aberta.

Desde o início de agosto, vem sendo veiculada, em Washington, uma propaganda que defende o projeto de legalização da maconha proposto pela Initiative 502, projeto que será votado pela população local no dia 6 de novembro. Será a primeira vez que Washington vai se posicionar sobre o debate, como antecipou a semSemente.

No vídeo publicitário, uma mãe “conversa” com a câmera e expõe alguns argumentos pelos quais a população deve defender a I502, tais como o fim da prisão de usuários, a diminuição da violência, a taxação da venda da erva e o repasse de recursos ao governo, entre outros.

A propaganda mostra uma abordagem clara e racional, que tem o intuito de atingir, principalmente, as mães e outras populações não fumantes – levando o debate para os caretas, que são quem mais precisam de informação sobre o assunto.

Entre os objetivos da Initiative 502, estão a legalização da posse de maconha, para adultos acima de 21 anos, e a venda regulamentada em locais autorizados pelo governo e abastecidos por cultivadores licenciados. A proposta prevê, ainda, que 25% do valor das vendas sejam taxados em impostos que serão revertidos em campanhas de prevenção e iniciativas de auxílio social e educacional a dependentes químicos.

Para saber mais, acesse www.newapproachwa.org.

Quase um milhão e meio de usuários diários. O que essa cifra tem a nos dizer?

 

O II LENAD, Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, investigou o padrão no uso de álcool, maconha e outras drogas ilícitas no Brasil. A pesquisa, organizada pelo INPAD (Instituto Nacional de Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas) da UNIFESP (Universidade federal de São Paulo) em parceria com o UNIAD (Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas), financiada pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), foi executada pela Ipsos Public Affairs e concluída em março de 2012. Os primeiros resultados publicados revelam números surpreendentes relacionados aos usuários de cannabis.

Segundo o levantamento, realizado por meio de entrevistas em 149 municípios brasileiros (dos 5.564 que existem) com 4.607 indivíduos maiores de 14 anos (dos quase 200 milhões de cidadãos), 7% da população adulta já fumou um baseadinho ao menos uma vez na vida, o que representa 8 milhões de pessoas. Os considerados usuários frequentes, ou seja, que fizeram a cabeça no último ano, correspondem a uma parcela de 3%, ou 3,7 milhões de usuários. E estes números se referem somente aos adultos, maiores de 18 anos. Entre adolescentes, 600 mil maiores de 14 anos assumiram já ter experimentado a ervinha do diabo, enquanto 3,7 milhões, o mesmo número de adultos, afirmam ter botado fogo na bomba no último ano. Alem destes, outros 1,3 milhões assumiram queimar um mato todos os dias.

Se estes números já parecem altos, imaginem que a amostragem utilizada foi baixíssima, chamada de amostragem probabilística, e dá margem para números muito maiores. Não bastasse, o medo à repressão sempre assombra, levando as pessoas a mentir, mesmo se tratando de uma pesquisa confidencial. Ou seja, os maconheiros do Brasil, muito provavelmente, correspondem a uma fatia muito maior da população. E até a ONU acha isso, já que considera os dados subestimados, uma vez que o volume apreendido no país está entre os maiores, sendo que não somos grandes fornecedores.

Para um país que leva a discussão da política de drogas como tabu, estes números podem parecer, no mínimo, razoáveis. Porém são os países mais desenvolvidos que lideram o ranking de usuários, tendo o Canadá encabeçando a lista com 44% da população assumindo ter feito uma fumaça ao menos uma vez na vida e 14% de usuários frequentes, seguido da Nova Zelândia e do vizinho EUA.

Pode ser clichê liberalista dizer que a legalização da cannabis na Holanda, apesar de contar com um relevante aumento nos primeiros anos após a regulamentação – reflexo de pessoas que gostariam de experimentar, mas não o fizeram antes por causa da proibição – teve uma queda significativa no decorrer do tempo – dando a pista de que muitos dos usuários, principalmente adolescentes, só o fazem como gesto de rebeldia, como uma afronta à proibição. Atualmente, o país está em 10º lugar na lista com somente 5% de usuários regulares, atrás de países como Dinamarca, França, Reino Unido, Itália e Chile.

Comparado ao levantamento de 2006, os resultados revelam um pequeno aumento no consumo. Na pesquisa de então, a fatia de fumetas assumidos era de 2%. Contudo, essa diferença pode ter sido causada pela mudança no método utilizado, já que na primeira pesquisa o usuário era perguntado diretamente, enquanto na deste ano o formulário era confidencial, dando mais privacidade à resposta.

É importante ressaltar que do total destes números, um terço dos usuários são considerados, aos olhos dos realizadores do estudo, dependentes. Essa dependência não leva em consideração a quantidade ou frequência no uso da substância, mas sim aspectos comportamentais, como ansiedade e preocupação por não ter um fininho, sensação de perda de controle sobre o uso e preocupação em relação a isso, ter tentado parar sem sucesso e achar difícil ficar sem dar um peguinha para se sentir “normal”. Embora 27% dos entrevistados declararem terem apresentado sintomas de abstinência ao tentar parar de fumar, estudos mostram que não é claro que a maconha possa causar dependência química.

Mas afinal, o que esses números querem dizer?

Defensores de políticas proibicionistas podem tomar esses números como argumento de que o uso da cannabis é uma epidemia, um problema a ser combatido, e a única forma de fazê-lo é eliminando esta e todas as outras drogas da sociedade por meio de leis opressoras. Outros olhos podem ver que estes números são espelho de uma realidade não só brasileira, mas uma tendência mundial e que isso não é um problema a se enfrentar, senão uma situação a se regulamentar.

É só colocar o tico e o teco para funcionar e chegar a uma conclusão clara e óbvia: quem quer fumar, vai fumar. Na hora que quiser, o que quiser e da maneira que for. Não há decreto ou governo que impeça um cidadão de exercer seu direito de ir e vir, sua autonomia. Proibir 1,3 milhões de fumar seu cigarrinho de artista no final de suas longas e maçantes jornadas de trabalho é ferir o livre arbítrio de 1,3 milhões de cidadãos. Eu não sou perita em lei, mas pelo pouco que sei, isso sim é inconstitucional.

É mais do que isso; é, quiça, dar excesso de livre arbítrio aos adolescentes, que aparecem em número significativo na pesquisa. Alem dos 4% de jovens usuários, 60% dos que se revelaram amantes da erva em algum momento da vida disseram ter provado os efeitos da fumaça mágica antes dos 18 anos, a maior parte entre 16 e 17 anos. Levando em conta que o “aviãozinho” que passa droga nas ruas também é um adolescente, como fica? Sem regulamentação oficial, quem vai pedir o RG de quem?

Como já disse Zé Celso, já que somente 3% da população já queimou um mato, “logo os 97% da população deveriam calar a boca, pois não sabem do que se trata, têm um preconceito sobre uma substância que nunca experimentaram”. Observando estes números de maneira racional, laica, livre dos tabus impregnados e de hipocrisia parental, como essas estatísticas devem ser vistas? Ainda que possam ser manipulados, os números não mentem.

Tali Sztokbant