Entrevista com Marcelo Yuka

Depois de carregar com Marcelo Freixo a esperança dos cariocas – e de todos os brasileiros – de um Rio de Janeiro realmente maravilhoso, Marcelo Yuka conversou com a semSemente sobre funk, criminalização da pobreza, maconha medicinal, especulação imobiliária, Tropa de Elite e política. Afinal, tudo isso está entrelaçado, não é verdade?

Ano passado, o baterista e compositor (que, apesar de tocar reggae, nunca foi usuário recreativo de maconha), realizou, sob orientação médica, algumas experiências esporádicas com a canábis. O “teste” confirmou os benefícios medicinais da erva no tratamento das dores crônicas que até hoje o acompanham, onze anos depois da tentativa de assalto que quase tirou sua vida. “Eu não sei dizer se a maconha tira ou não a dor, se ela foca ou desfoca a dor. Mas, para quem vive com tamanha dor, desfocar e não sentir parecem bem próximos” relata Marcelo Yuka.

Assista aqui um trecho da entrevista em que Marcelo defende o uso medicinal da canábis e lamenta sua proibição. A entrevista completa você lê na semSemente #2, adquira a sua na nossa loja online.

Artista plástico exibe imagens feitas com fumaça de maconha!

Em exposição individual, o artista Fernando de La Rocque apresenta imagens feitas de fumaça

O carioca Fernando de La Rocque é bacharel em escultura pela Escola de Belas Artes da UFRJ, sua jornada nas artes começa por volta de 2001 e 2002, quando participou de várias exposições coletivas como o espaço off-circuito Edificio Galaxi e no evento semanal Zona Franca, que revelou vários artistas e projetos que se destacam no circuito de arte contemporânea do Rio de Janeiro até hoje. Antes disso ele editou nos anos 90 o zine “Green Power”, cujos personagens reapareceriam em forma de tirinhas na década seguinte nas páginas da revista underground Tarja Preta. Atualmente representado pelo Artur Fidalgo Galeria, Fernando passou por várias galerias importantes do Rio como a TAC e Gentil Carioca, sempre explorando temas polêmicos em seus trabalhos, como os azulejos orgásticos da série “Colônias” e no trabalho “Barata de Ouro” aonde baratas recolhidas nas ruas, eram pintadas de dourado e enviadas vivas a vários museus de arte contemporânea do mundo, aonde chegaram vivas e foram criadas pelos seus curadores até o fim de sua vida natural.

Semana que vem Fernando de La Rocque lança na La Cucaracha, a exposição “Blow Job – Trabalho de Sopro” em que exibe trabalhos aonde ele pinta vários personagens utilizando a fumaça da canábis através de uma técnica inédita criada por ele mesmo. Segundo o artista, essa idéia de pintar com fumaça paira em sua cabeça há décadas, desde que ele viu numa edição da infame revista MAD, um teste para medir a saúde do pulmão de um fumante, observando o resultado após soprar a fumaça sobre o papel. Segundo o artista “mais importante do que a liberdade de usar cannabis é a liberdade de pensar e fazer arte. Polêmicas dividem opiniões, fazem as pessoas pensarem, discutirem. A inércia não ajuda em nada quando queremos conquistar alguma coisa”. Abertamente a favor da descriminalização do consumo de maconha, de La Rocque se posiciona com seu trabalho.

BLOW JOB – TRABALHO DE SOPRO

Abertura 15 de Agosto, às 19 horas
Exposição de 16 de Agosto a 22 de Setembro de 2012

Rua Teixeira de Melo, 31 Ipanema – Rio de Janeiro, RJ
+55 21 2522 0103 – cucaracha.com.br

Realização: La Cucaracha e Artur Fidalgo Galeria

Oliver Stone defende descriminalização em novo filme

 

O diretor americano Oliver Stone ganhou fama internacional ao expor, sem piedade, a violência nas telas do cinema: foi assim em Assassinos por natureza e Platoon, o que lhe garantiu três Oscars ao longo de sua carreira. Agora, Stone escolheu mostrar um outro tipo de violência, a do tráfico de drogas e dos cartéis mexicanos.

Este é o tema principal de Savages, o novo filme do diretor americano que rapidamente já deu o que falar – e não apenas pela sua habilidade em lidar com a ‘sétima arte’.

Stone, com sua sinceridade muitas vezes dura, engrossou o coro pela descriminalização das drogas. “A guerra às drogas não conhece fronteiras. É uma forma de escravidão fazer com que tantos jovens acabem na prisão por tráfico. Isso é um problema internacional e não acabará a menos que se mudem as regras. Descriminalizar as drogas seria um primeiro passo”, propôs o diretor em entrevista concedida à BBC em Los Angeles, na Califórnia.

Usuário assumido de maconha desde sua incursão como soldado no Vietnã, no final dos anos 60, Stone afirma ter provado de todos os tipos da erva. “A melhor que fumei em 40 anos é produzida na Califórnia”, confessa. Foi a Califórnia, aliás, o cenário escolhido por Stone para narrar uma história de ficção de um cartel mexicano que busca expandir seus negócios. Para isso, precisa do apoio de um trio de jovens amantes de praia e vendedores de maconha “caseira”.

O confronto entre os dois modelos de negócios para a distribuição de substâncias ilícitas foi a forma que Stone escolheu para refletir sobre uma verdade que o cineasta considera inegável: a droga, e sua guerra associada, são um fenômeno que atinge ambos os lados da fronteira. “É curioso que nenhuma violência eclodiu deste lado, com exceção de incidentes isolados. Há mortos, há violência, sim. Mas é uma onda proporcional à atividade. É interesse dos cartéis mexicanos que isso se mantenha, porque uma má publicidade nos Estados Unidos lhes traria graves consequências”, explica. “Eu fui ao México e conversei com muitas pessoas, de ambos os lados da lei. Savages é uma ficção hipotética, não é Traffic, que tem um estilo mais documental”, afirma o diretor.

A batalha travada em seu recém-lançado filme, em termos conceituais, é, nas palavras de Stone, um confronto entre “o Walmart (rede de supermercados americana) contra um pequeno armazém”: a luta por território entre um cartel e um trio de jovens que não querem desistir de seu humilde, mas rentável negócio.

“Não vou fazer acusações que amanhã aparecerão na imprensa mexicana, mas duas coisas ficaram claras para mim durante a pesquisa para este filme: a primeira é que há muito dinheiro no México tentando entrar na economia legal. A segunda é que as responsabilidades do tráfico também estão do outro lado da fronteira”, afirma Stone, em alusão aos Estados Unidos.

O cineasta também não poupa críticas às políticas empreendidas pelo México: a guerra contra os cartéis “têm sido um desastre”, o que, segundo ele, dá mais força ao seu argumento a favor da descriminalização.

Em algumas cenas, Savages diz a que veio: revela um universo complexo onde “nenhuma crueldade é demais”, pois retrata fielmente os bastidores do contrabando das drogas no interior do México. Porém, em outros momentos, mais parece um panfleto sangrento sobre a legalização das drogas. Stone, entretanto, pouco se importa com as críticas e tem uma frase na ponta da língua para defender-se de mais uma controvérsia. “O mundo está vendo tudo em proporções aumentadas, da violência ao entretenimento. Este filme é meu e ninguém tem nada com isso”.

Fonte: BBC / Trailer: IMDB

 

Ensaio Cultura Cannabica por XGuiX

XGuiX é a assinatura do ilustrador e grafiteiro paulistano Guilherme Matsumoto de 25 anos. Na semana da Marcha da Maconha de São Paulo, ele publicou no site da Casa Fora do Eixo, o ensaio “Cultura Cannabica” de fotografia que ele pretende transformar numa exposição fisica dentro da SEDA (Semana do Audiovisual)

sS – Me fale um pouco de sua formação e seu trabalho…

Sou formado em Design gráfico, porém, sempre desenhei muito e também sempre tive perto do mundo da fotografia, trabalhei durante 6 anos no evento SPFW editando e tratando fotos. Em relação ao graffiti, comecei em 2007 e não parei mais, pinto bastante na rua e em paralelo a isso também estou produzindo uma série de telas. Hoje em dia trabalho como freelancer para a marca New skate onde crio algumas estampas da coleção, e também participo de outros projetos em paralelo, como a exposição sobre a cultura canabica. 

sS – Quando foram feitas e quem são as pessoas que aparecem nas fotos!? Qual o critério de seleção?

Essas fotos são registradas desde 2005/2006 quando comprei uma câmera que me dava a possibilidade de mostrar um outro olhar sobre as coisas, o meu olhar. As pessoas que aparecem nas fotos são escolhidas de acordo com aonde a vida me leva, tento levar minha câmera para todos os lugares possíveis. O critério de seleção é feito pela estética que a pessoa vai dar à foto, depois vejo se a pessoa se importa ou não com o registro que fiz.

sS – Conte-nos como surgiu a parceria com o Fora do Eixo?

A parceria com a casa Fora do eixo, começou pelo graffiti, antes de conhecer as pessoas que organizavam e ajudavam na casa, já tinha ido visitar, depois disso entrei em contato com eles para produzir algum painel dentro da casa, e em uma dessas idas, conheci o Rafael Vilela, numa conversa que tivemos comentei sobre as fotos que tinha sobre a cultura canábica e como estávamos perto da marcha da maconha, ele resolveu levar a ideia para frente, então foi lançado um dia antes da marcha uma série de fotos através do flickr da casa fora do eixo e em julho estamos pensando em fazer a exposição física na SEDA.

sS – Você esteve em outras Marchas da Maconha além da deste ano?? Como você enxerga o futuro da luta pela legalização da maconha?

Estive na do ano passado, onde registrei uma parte da marcha e muita das fotos tiradas foram feitas no ano passado. No Brasil, acho que seria muito bom legalizar, porém, acredito que o país não tem estrutura nenhuma para tratar usuários. Hoje em dia temos vários exemplos de países que conseguiram isso (a legalização ou descriminalização) e resolveram diversos problemas que o tráfico causa na sociedade. Mas espero que esse dia chegue logo, pois é ridículo sofrer preconceito e ser reprimido por usar uma substância menos maléfica que o álcool, por exemplo.

Veja o ensaio:
http://www.flickr.com/photos/foradoeixo/sets/72157629787350596/with/7222407998/

Tremendo apoio à semSemente

Em viagem de negócios, o avogado Ricardo Nemer, diretor jurídico da semSemente e um dos consultores jurídicos do Growroom, trombou com o mítico tremendão Erasmo Carlos. O galante músico recebeu com entusiasmo a revista e ainda autografou um exemplar para nosso museu.

Em 1971, Erasmo Carlos lançou, no álbum Carlos, Erasmo, a canção Maria Joana em parceria com Roberto Carlos. Esse disco marca uma nova fase do músico, fundindo vários ritmos brasileiros e clássicos com o rock’n'roll. Com Maria Joana não é diferente – a canção, que também aparece num rarissímo single junto de 26 Anos de Vida Normal, encerra o álbum com uma base contagiante, muito à frente do que era produzido no Brasil nessa época. Duas décadas depois, a banda Planet Hemp sampleou a música numa das faixas de seu álbum de estreia, Usuário, mas o sampler não foi autorizado e teve que ser removido da versão final da música.

Ouça a música acompanhando a letra e tire suas próprias conclusões!

Maria Joana (Erasmo Carlos e Roberto Carlos)

Só ela me trás beleza
nesse mundo de incerteza
Quero fugir mas não posso
Esse mundo inteirinho é só nosso

Eu quero Maria Joana
Eu quero maria Joana
Eu vejo a imagem da Lua
Refletida na poça da rua
E penso da minha janela
eu estou bem mais alto que ela

Eu quero Maria Joana
Eu quero maria Joana
Eu sei (eu sei)
Que na vida tudo passa
O amor (o amor)
Vem como nuvem de fumaça (fumaça)

Eu quero Maria Joana
Eu quero Maria Joana
Eu quero Maria Joana
Eu quero Maria Joana

Eu sei (eu sei)
Que na vida tudo passa
O amor (o amor)
Vem como nuvem de fumaça (fumaça)

Oliver Stone(d) na High Times

Primeira publicação canábica do mundo, a pioneira revista High Times já tirou muita gente do armário. Na edição de junho, que chegou às bancas dos Estados Unidos nesta terça-feira, 12, foi a vez do cineasta Oliver Stone explanar geral. O diretor norte-americano aparece na capa, fumando um baseado, com a chamada que diz, em livre tradução, “sobre maconha, política e seu novo filme Savages“. A piada pronta apareceu rapidamente nas redes sociais: Oliver Stoned.

A reportagem da revista – que recentemente estampou a bela atriz pornô Jenna Jameson – demonstra as proporções que o debate sobre a legalização da maconha têm alcançado na “terra da liberdade” ao descortinar o posicionamento de uma importante figura pública, como é o caso do cineasta. “Nós aplaudimos Oliver Stone pela coragem de demonstrar apoio à causa da maconha”, afirmou o editor-chefe da revista, Chris Simunek, na apresentação da matéria.

Maconheiro premiado

Apesar de ser sua primeira manifestação pública em defesa da legalização, Oliver Stone é conhecido por seu apreço pela erva. Infelizmente, foi preso duas vezes em sua vida: aos 21 anos, por porte de maconha no México, e em 1999, por porte de haxixe. O cineasta é, também, uma prova viva de que a relação entre o consumo de maconha e o fracasso na vida profissional não passa de um falacioso mantra proibicionista.

Formado nas universidades de Yale e de Nova Iorque, o cineasta ganhou dois Oscar de melhor diretor com os épicos filmes de guerra Platoon e Born on the Fourth of July (Nascido em quatro de julho). Além do mais, dirigiu dois clássicos do cinema cult – Natural Born Killers (Assassinos Por Natureza) e The Doors – e ajudou a elaborar os roteiros de longas como Scarface, Evita e Midnight Express (Expresso da Meia Noite). O último, que lhe rendeu Oscar de melhor roteiro adaptado, conta a história verídica de um jovem preso num aeroporto da Turquia ao tentar deixar o país com pacotes de haxixe escondidos no corpo.

Atualmente, Stone trabalha em seu próximo filme, Savages, que tem lançamento previso para 6 de julho nos Estados Unidos. O aguardado trabalho conta a história de dois traficantes de maconha que são obrigados a lutar pela vida da namorada que dividem, raptada por um perigoso cartel de drogas. O roteiro é baseado no romance do escritor Don Winslow, e o filme conta com John Travolta, Uma Thurman, Benicio Del Toro, Salma Hayek e Emile Hirsch no elenco. Confira o trailer:

Tarja Preta #7 – o ápice produtivo da revista mais cascuda do Brasil

Com o perdão do trocadilho infame, maconheiro brazuca que se preze conhece o Preza. O super-herói chapado, criado por Arnaldo Branco e inspirado no jornalista Matias Maxx, virou um símbolo da cultura canábica brasileira e estampa, desde 2004, as páginas da revista mais cascuda do Brasil – a Tarja Preta. E em sua sétima edição, lançada no fim do ano passado, adivinha quem ganhou destaque? Claro, ele mesmo! Com sua larica incessante e seus olhos vermelhos, o Capitão Presença!

Com 182 páginas, sendo 33 de histórias do Preza, a Tarja Preta #7 chegou trazendo novidades, como o papel diferenciado da capa e o maior número de páginas e histórias, mas mantendo o bom-humor esdrúxulo e impróprio que lhe é característico. Editada por Daniel Juca, Daniel Paiva e Maxx, a revista continua com a tradição de contar com a colaboração da nata dos quadrinistas marginais do Brasil – Danilo, Alan Sieber, Leonardo, Guazelli, Donida, Carranza, Fábio Lyra, Schiavon, André Dahmer, Ete, Zé Colmeia, Gnatalli, Gomez, além dos editores e de vários outros.

Merecem destaque alucinadas histórias como a clássica Baldada Adventures, de Juca e Daniel Paiva, a primorosa Capitão Presença em Bengala II, de Donida, Especiarias do Mal, de Danilo, Detetive Peçanha, de Juca, Eu quero acreditar, de Gomez, O lado preto da força, de Daniel Gnatalli, entre outras. Mas se engana quem pensa que a Tarja se limita aos quadrinhos. Outra boa nova dessa edição é a quantidade de textos.

Além do editorial, que relembra as conquistas recentes da equipe da revista (como o lançamento do documentário Malditos Cartunistas), a publicação tem duas páginas dedicadas à Marcha da Maconha e aos avanços do movimento canábico em 2011, duas páginas de resenhas culturais, e sete páginas de uma emocionante matéria em homenagem ao rapper carioca Speed Freaks, assassinado em março de 2010, após ser confundido com um policial por traficantes de Niterói. No texto, Matias Maxx reconstrói a trajetória do músico, conversando com amigos, como BNegão, e apontando características da personalidade forte de Speed.

A Tarja Preta #7 é, sem dúvida, o ápice produtivo da trupe desmemoriada que a toca para frente. Contracultura, bom humor, quadrinhos, arte e maconha. Tudo misturado numa salada psicodélica capaz de chapar qualquer cabeça aberta. Se você tem preconceito com maconheiro ou curte quadrinhos e textos bonitinhos, realmente esse não é o seu lugar. Afinal, como os editores alertam, a missão da revista é bem clara: combater a chatice e a caretice.

Tarja Preta #7
182 páginas
R$ 20
Saiba mais: tarjapretahq.blogspot.com
Para comprar:  www.cucaracha.com.br/tarjapreta

Calendário da Radio Legalize 2012 terá lucro revertido para a Marcha da Maconha!

Finalmente saiu o tão aguardado calendário da Rádio Legalize, nele 12 lindas mulheres com pouca roupa e muito verde pedem a legalização da maconha. A empreitada da Radio Legalize tem apoio da La Cucaracha, Tarja Preta e outros grupos pró-legalização da maconha e para comemorar, vamos promover nesta quarta-feira dia 18/01 um coquetel de lançamento com noite de autógrafos das “Pot Models” na La Cucaracha as 19hs (R. Teixeira de Melo, 31-h – Ipanema). O lucro será revertido para a Marcha da Maconha Rio 2012, faça parte desta história e contribua para a legalização da maconha.

Assista o teaser do calendário:

Lançamento Calendário Radio Legalize 2012 na La Cucaracha
Quarta-feira 18 de Janeiro

La Cucaracha Bazar e Galeria
Rua Teixeira de Melo 31, Loja H – Ipanema
www.cucaracha.com.br (21) 2522.0103

2º CinePlanta exibe Queimando Tudo de Cheech & Chong

O bloco Planta na Mente promove nesta quinta-feira (24 de novembro), às 19h na Sala de Audiovisual (4º Andar) do Centro de Letras e Artes (CLA) da UNIRIO, a segunda edição do CinePlanta, grande cineclube mensal sobre a cultura canábica, levantando debates sobre a maconha, sua proibição e suas implicações sociais. A programação inclui a exibição de filmes relacionados à cultura canábica, seguida de uma grande roda de debate envolvendo convidados especiais. A entrada é gratuita.

Na segunda sessão, a atração principal será a clássica comédia Cheech & Chong – Queimando Tudo, de 1978, que influenciou a cultura jovem da época e deu origem ao gênero cinematográfico de “stoner movies”. Após o filme, será realizado debate sobre o papel do longa na criação da cultura canábica, com a presença de Arnaldo Branco (cartunista e escritor, autor dos quadrinhos Capitão Presença e Mundinho Animal), Matias Maxx (jornalista criador do zine Tarja Preta e colaborador das revistas semSemente, THC e Vice), Raoni MouChoque (produtor cultural, Rádio Legalize) e João Gabriel Henriques (jornalista, site Hempadão).

Antes do longa, será exibido também o curta-metragem “A quebra da inércia”, documentário sobre a realização da primeira Marcha da Maconha de Niterói, neste ano, dos cineastas Vinicius Vieira e Luka Melero.

SERVIÇO:
CINEPLANTA apresenta: “Cheech & Chong – Queimando Tudo”
Data: quinta-feira, 24 de outubro
Horário: 19h
Local: Sala de Audiovisual do CLA (4º andar do prédio do CLA), UNIRIO – Praia Vermelha (Av. Pasteur, 436 – Urca)
Entrada: Gratuita

Debatedores convidados:
Arnaldo Branco (cartunista e escritor, autor dos quadrinhos Capitão Presença e Mundinho Animal)
Matias Maxx (jornalista criador do zine Tarja Preta e colaborador das revistas THC e Vice)
Raoni MouChoque (produtor cultural, Rádio Legalize)
João Gabriel Henriques (jornalista, site Hempadão)

Cine Planta

O Checklist fumeta de Danilo Lucas

O El Ninho é um grupo de grafiteiros que se conheceram há quase dez anos no curso de design na PUC-Rio, em 2004 eles montaram uma exposição no Galpão das Artes Recicladas Hélio Pellegrino, a alguns metros do estacionamento da PUC, exatamente embaixo do viaduto que passa por dentro do curioso Edificio Treme-treme. A recepção da exposição foi bacana e a exposição se repetiu no projeto Multigrab, que teve 3 edições: 2008, 2009 e 2010. Era uma expo com artistas pintando shapes de skate como suporte. Esse ano, a exposição foi batizada de “A3+” e aon invés de shapes o suporte foram posters, através de uma parceria com a gráfica Visual Collection que imprimiu os posters 60x80cm que estão a venda no (www.visualcollection.com.br). A curadoria é de Madruga e Bives e selecionou 25 artistas da cena de grafitti do rio e são uma chance para a galera apresentar um trabalho diferente do que as pessoas vem normalmente nos muros da cidade.

Um dos trabalhos, “Checklist” chamou a atenção de nossa redação. Assinado pelo designer, grafiteiro e cartunistas Danilo Lucas, o Toga One o trabalho traz mais de 50 personagenscaricaturas de personagens de Cinema, Quadrinhos e TV que compartilham ou compartilharam um mesmo hábito que a maioria dos leitores da semSemente – a Maconha! Conversamos com Danilo a respeito do trabalho. A exposição A+ rola até dia 31 de dezembro no Galpão das artes da Comlurb (Padre Leonel Franca, s/nº – Gávea) das 9h as 17h.

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