Tremendo apoio à semSemente

Em viagem de negócios, o avogado Ricardo Nemer, diretor jurídico da semSemente e um dos consultores jurídicos do Growroom, trombou com o mítico tremendão Erasmo Carlos. O galante músico recebeu com entusiasmo a revista e ainda autografou um exemplar para nosso museu.

Em 1971, Erasmo Carlos lançou, no álbum Carlos, Erasmo, a canção Maria Joana em parceria com Roberto Carlos. Esse disco marca uma nova fase do músico, fundindo vários ritmos brasileiros e clássicos com o rock’n'roll. Com Maria Joana não é diferente – a canção, que também aparece num rarissímo single junto de 26 Anos de Vida Normal, encerra o álbum com uma base contagiante, muito à frente do que era produzido no Brasil nessa época. Duas décadas depois, a banda Planet Hemp sampleou a música numa das faixas de seu álbum de estreia, Usuário, mas o sampler não foi autorizado e teve que ser removido da versão final da música.

Ouça a música acompanhando a letra e tire suas próprias conclusões!

Maria Joana (Erasmo Carlos e Roberto Carlos)

Só ela me trás beleza
nesse mundo de incerteza
Quero fugir mas não posso
Esse mundo inteirinho é só nosso

Eu quero Maria Joana
Eu quero maria Joana
Eu vejo a imagem da Lua
Refletida na poça da rua
E penso da minha janela
eu estou bem mais alto que ela

Eu quero Maria Joana
Eu quero maria Joana
Eu sei (eu sei)
Que na vida tudo passa
O amor (o amor)
Vem como nuvem de fumaça (fumaça)

Eu quero Maria Joana
Eu quero Maria Joana
Eu quero Maria Joana
Eu quero Maria Joana

Eu sei (eu sei)
Que na vida tudo passa
O amor (o amor)
Vem como nuvem de fumaça (fumaça)

“Maconha ilegal passou do ridículo”, diz ator Elijah Wood

Aside

A lista de celebridades que saíram do armário com relação à maconha ganhou um reforço de peso na última semana. Em entrevista à revista High Times, o ator americano Elijah Wood explicou a ligação entre a cannabis e os bastidores de Hollywood. O Frodo, de Senhor dos Anéis, contou que a erva já é cultural na cidade e que flagrar transeuntes fumando baseados pelas ruas não causa qualquer espanto.

“Chegou num ponto onde parece ser parte natural da vida das pessoas. Com certeza não é tabu. As pessoas se sentem muito livres para falar a respeito. [A maconha]Não parece estar escondida ou jogada para debaixo do tapete”, contou o ator.

Mesmo não curtindo muito a erva, por não tolerar bem os efeitos, Elijah Wood defendeu o uso recreativo e medicinal. “Para ser sincero, não sou um grande fumador de beque – nunca me dei muito bem com ela [a maconha].  Sei de algumas pessoas que têm receita médica. Tenho amigos que fumam e têm fumado há anos. Sempre quis alcançar esse conforto e tolerância [aos efeitos], mas não tenho tolerância nenhuma. Mesmo assim, sempre fui um defensor”.

Sobre a urgência de mudanças nas leis que regulamentam a cannabis nos Estados Unidos, o ator foi assertivo. “Eu acho que a noção de que a maconha é ilegal já passou do ponto do ridículo há muito tempo. Parece meio bobo criar tensão em cima de algo que é tão natural. Estamos gastando dinheiro do contribuinte e prendendo gente por algo tão inofensivo.”