maio 22, 2015

Israel desenvolve maconha sem THC e tem plantacao secreta na Galileia

jul 4, 2012 3

Ouvimos falar sobre Israel quando se trata de guerra ou religião. O país estampa as páginas dos jornais como protagonista da infindável Guerra Santa, que de santa, já sabemos, não tem nada. O que ninguém esperava era que um dos cenários mais famosos da Bíblia, as colinas da Galileia, atualmente cede seu solo para uma plantação secreta de cannabis para fins medicinais.

O local é cercado por muros altos, câmeras de segurança e um guarda fortemente armado. A iniciativa é mantida pela empresa Tikkun Olam, que tem parceria com cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém (UHJ), responsável pelo desenvolvimento de uma erva com o THC neutralizado, eliminando os efeitos cognitivos e psicológicos – a leseira nossa de cada dia.

Foto: Baz Ratner/Reuters

Já foi comprovado que o uso da substância é propício no tratamento da diabetes, artrite reumatóide, doença de Chron, colite, inflamação do fígado, doenças cardíacas, esclerose múltipla, AIDS, cancer, entre muitas outras. “(A erva com o THC neutralizado) não gera qualquer fenômeno psicológico ou psiquico e reprime reações inflamatórias, sendo muito útil para o tratamento de doenças autoimunes”, explica a especialista em imunologia da UHJ Ruth Galilly, que estuda os efeitos medicinais da cannabis há 15 anos.

A pesquisadora afirma que remédios à base de CBD seriam muito mais baratos e eficazes que os medicamentos convencionais no tratamento dessas doenças. “Obtivemos resultados fantásticos nas experiências que fizemos in vitro e com ratos, no laboratório da Universidade Hebraica. Para pacientes idosos que sofrem de artrite reumatóide, o uso da cannabis pode ter efeitos maravilhosos e melhorar muito a qualidade de vida”. De acordo com Galilly, o índice de mortalidade em consequência de diabetes nos animais foi reduzido em 60%, tanto em casos de diabetes tipo 1 como tipo 2, após o uso do CBD.

Foto: Baz Ratner/Reuters

O uso recreativo da maconha é proibido no país. No entanto, sua utilização terapêutica é permitida desde 1993 e, segundo Zachi Klein, diretor da Tikkun Olam, empresa que detém os direitos de desenvolvimento e cultivo da erva medicinal, cerca de 9 mil paciente são tratados com cannabis, que recebem receitas médicas do Ministério da Saúde. A empresa pretende cultivar a planta desenvolvida pela UHJ, com índices de THC e CBD diferentes.

O psiquiatra Yehuda Baruch, responsável pela utilização medicinal da maconha do Ministério da Saúde, afirmou que, nos próximos meses, o órgão iniciará pesquisas sobre os efeitos da substância em pacientes que sofrem de dores crônicas.

 

Tali Sztokbant – Fonte: BBC Brasil / SRZD

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