Marcha da Maconha de Brasília abre Maio Verde com 5 mil manifestantes


O fim de semana passado foi agitado em Brasília, que abriu o Maio Verde com congresso e Marcha da Maconha. A cidade, que reuniu cerca de 700 inscritos no “Congresso Internacional sobre Drogas: Lei, Saúde e Sociedade”, também abrigou a primeira Marcha da Maconha de 2013, arrastando cerca de cinco mil manifestantes no sábado dia 4 de Maio. Nos anos anteriores a Marcha de Brasília foi realizada em dias de semana, para aproveitar o fluxo intenso de carros oficiais e funcionários públicos no Plano Piloto, realizando um trajeto que contornava o congresso, com uma paradinha na praça dos três poderes para a realização de uma folha humana. Desta vez, como a Marcha foi realizada num dia de semana, o trajeto foi alterado, levando à massa ao sentido contrário, contornando a antena de TV e atravessando duas vezes a super lotada rodoviária, aonde a reação de populares se dividia entre aplausos e rostos chocados.

A Marcha foi escoltada por dez ônibus da PM, realizando um paredão que praticamente escondia a Marcha para quem passava de carro, mesmo assim os manifestantes não se intimidaram e seguiram até o final sem nenhum conflito, salvo relatos de que alguns policiais discretanente jogavam gás lacrimogêneo pela janela dos ônibus. Um carrinho de madeira movido a propulsão humana carregava potentes caixas de som que entoaram um repertório que foi de Bob Marley à Racionais MCs, com pausas para algumas palavras de ordem e jograis, geralmente pedindo a liberdade para Sativa Lover e outros cultivadores aprisionados, a legalização da canábis para todos seus fins e reforçando o repúdio ao retrógado Projeto de Lei do Deputado Osmar Terra.

No final, a Marcha voltou ao Museu da República aonde mais tarde rolou um show da banda Amanita, como parte da programação do “Congresso Internacional sobre Drogas: Lei, Saúde e Sociedade”. Enquanto o show não começava o som ficou a cargo do carro de som da Marcha, colocado estratégicamente no topo da rampa que dá acesso ao museu. Não demorou muito para que dois PMs de moto subirem à rampa, acelerando sobre os manifestantes na atitude provocatória de sempre. Felizmente ninguém comprou a briga e os PMs deixaram a rampa, mas logo deu-se inicio a uma operação de revista aos manifestantes que deixavam o local. Não há relato de prisões.

A Marcha dá inicio ao Maio Verde, mês em que neste ano 42 cidades brasileiras marcham pela legalização da canábis. Confira o calendário completo no site da Marcha da Maconha.

Spannabis: a maior feira canábica do mundo

San Canuto deve estar de olho em Barcelona neste fim de semana. Ou melhor, na vizinha Cornellà de Llobregat, onde começou nesta sexta-feira, 15, a Spannabis – Feira do Cânhamo e das Tecnologias Alternativas. Comemorando sua décima edição em 2013, a feira teve que montar um ‘puxadinho’ de 1.200 metros quadrados para abrigar os 200 expositores convidados (50 a mais que o ano passado).De quebra, angariou o título de maior feira canábica do mundo, com um espaço de 12 mil metros quadrados e público esperado de 24 mil pessoas.

Além das novidades tecnológicas, acessórios lúdicos e produtos derivados da erva, a Spannabis também conta com conferências e debates sobre assuntos como cultivo caseiro, associações de usuários, descobertas medicinais e legislação. O destaque da sexta-feira foi para Bernat Pellisa, prefeito da cidade de Rasqueira, que participou de um debate sobre a locação de terrenos públicos para o cultivo de maconha e o fornecimento da erva para associações de fumadores. O convidado Massimiliano Salami, grower das Ilhas Canárias, também chamou atenção ao explicar seu trabalho de canabicultura ecológica.

A programação de sábado deve lotar o evento, já que o mar de visitantes aguarda ansiosamente o mago do cultivo Jorge Cervantes e o ilustre Mr. Nice. No domingo, a maconha medicinal em Israel será pauta de palestra ministrada por um representante da empresa Tikkun Olan. O último dia também marca a aguardada premiação de genéticas e produtos canábicos, além de muitas outras novidades.

Acompanhe a cobertura da Spannabis 2013 aqui no blog e na semSemente #3!

Começa a 25ª High Times Cannabis Cup

Polícia dá uma geral no estande da RooR na Cannabis Cup de Amsterdam.

Começou hoje o maior encontro mundial de connoisseurs canábicos, a 25ª Cannabis Cup de Amsterdam, organizada pela revista norte-americana High Times. Embora já se tenham passado alguns dias em que a cidade está mais lotada do que nunca de turistas fumetas de todo canto do mundo, só hoje começou oficialmente a Cannabis Cup, com a entrega dos passes de juiz no centro de convenções Roest. Logo na entrada o juiz recebe seu kit de brindes, que inclui um guia fartamente ilustrado com o roteiro de 25 coffeeshops que oferecem as distintas variedades de diferentes bancos de semente que concorrem na Copa. O Roest abriga a feira, onde não rola venda de maconha – apenas sementes e parafernália para consumo e cultivo. Para fumar, a parada é preparar o bolso e lançar-se numa peregrinação fumeta pelos 25 coffeeshops onde apresentando seu passe você pode comprar vários combos das variedades competidoras por um preço diferenciado. Esquema menu degustação.

Quando os portões abriram, às 13h, alguns policiais, que de início estavam na porta, entraram na feira e deram uma geral no estande do fabricante holandês de bongs RooR, para verificar se eles tinham maconha destinada à venda escondida em algum lugar. Certos de que não havia nada de errado, os vendedores da RooR continuaram servindo bongadas para o público, que no momento estava mais interessado em filmar os policiais, que foram embora depois de nada encontrar. Em 25 anos de copa canábica a primeira vez que houve problemas com a polícia foi em 2011, quando policiais revistaram vários estandes e pessoas que saíam da feira. A atitude de hoje mostra que, embora a regulamentação ao acesso de turistas aos coffeeshops holandeses tenha sido vetada em Amsterdam, a polícia está mesmo disposta a endurecer com a cena canábica, fazendo menos vista grossa.

Às 16:20h começou oficialmente o evento, com um discurso do editor-chefe da revista High Times, Steve Hager, e a apresentação da banda “Temple Dragons” ou algum outro nome hippie parecido. A breve cerimônia, que contou com a apresentação dos troféus e algumas amostras concorrentes, aconteceu no mesmo auditório anexo à feira onde durante a semana rolam várias palestras, seminários e oficinas. Durante a noite, a bagunça rola no Melkweg, próximo destino da equipe de reportagem semSemente, que vai mantendo você por dentro da Cannabis Cup aqui pelo Blog, enquanto prepara uma mega-cobertura especial para nossa quarta edição.

Comissão do Reino Unido recomenda a descriminalização das drogas

 

 

A estratégia de combate ao consumo de drogas adotada desde o século passado não é eficiente. Em alguns casos, pode até contribuir para estimular a disseminação do uso dessas substâncias psicoativas. A Guerra às Drogas é um completo fracasso. Eu sei disso, você sabe disso e agora a Comissão de Política para Drogas do Reino Unido (UKDPC, na sigla em inglês), um orgão de aconselhamento independente que vem estudando o tema há seis anos, também sabe e quer divulgar isso.

Formada por cientistas, policiais, acadêmicos e especialistas, a UKDPC divulgou um estudo que conclui que os 3 bilhões de libras gastos anualmente no país são desperdício de dinheiro público, já que o crescimento do mercado e consumo da droga não é intimidado pelas tentativas frustradas de coibir seu uso.

No Reino Unido, o consumo de pequenas quantidades de drogas para uso pessoal é uma ofensa criminal. O relatório propõe que o tema seja tratado como um delito civil. Os autores também alertam que a crise econômica pode restringir a oferta de tratamento para viciados e compara a terra da rainha, que tem o Ministério do Interior como responsável pelas ofensas relacionadas às drogas, com outros países europeus que levam o assunto para a saúde pública.

A proposta é uma mudança gradual, começando pelos usuários de maconha e então estendida para outras drogas. Falando da danada, os pesquisadores afirmam que o cultivo caseiro não deveria sequer ser alvo de punição, baseados no argumento de que a prática contribui para diminuir o tráfico em grandes quantidades, comandado pelo crime organizado. O cultivo caseiro de canábis, de fato, ajuda a combater o crime organizado. Aqui ou em qualquer lugar do mundo.

Apesar dos esforços do grupo, uma porta-voz do Ministério do Interior Britânico agradeceu a contribuição da pesquisa, mas diz que se mantém confiante no êxito de suas políticas, visíveis em estatísticas de queda no uso de drogas.

Mais informações: O Globo

 

 

Até Cheech e Chong vieram ver o Planet Hemp!

Saiba como será o show de estreia da turnê Planet Hemp 2012

Chegou o grande dia! Após alguns encontros esporádicos na última década (os dois últimos aconteceram na festa de 20 anos da MTV e no VMB deste ano), a lendária banda Planet Hemp volta aos palcos novamente. Dessa vez, porém, os show fazem parte de uma grande turnê, com mais de dez shows marcados até o fim do ano e que deve se estender até 2013. Com a mesma formação do disco Ao Vivo MTV – Marcelo D2, B Negão, Formigão, Rafael Crespo e Pedrinho –, o show de hoje teve os ingressos esgotados em apenas trinta minutos, recorde de vendas da história do Circo Voador.

A mesma corrida às bilheterias se repete em outras cidades, onde os ingressos são colocados à venda geralmente a partir das 16h20. Passados os anos, fica cada vez mais clara a importância da banda no cenário musical brasileiro dos anos 1990, não só por sua influência musical e estética, mas pela postura transgressora de falar sobre maconha e defender a legalização. O Planet Hemp inaugurou no Brasil uma discussão inevitável, pagou por isso com oito dias na cadeia, mas ajudou a modernizar o discurso antiproibicionista. A banda foi citada várias vezes pelos ministros do STF no histórico julgamento da Marcha da Maconha, além de influenciar e abrir caminho para várias iniciativas pró-canábis, como a própria revista semSemente.

O show da nova turnê conta com 17 músicas, divididas em três atos entitulados: O usuário e a legalização da maconha, Os cães ladram mas a caravana não pára e A invasão do sagaz homem-fumaça. “Num dos ensaios reparamos que os últimos dois discos têm nomes que podiam ser de filmes, então resolvemos adaptar o nome do primeiro”, explica Marcelo D2. “A ideia é tocar logo todas as músicas de uma vez, sem essa de bis programado, se neguinho pedir muito a gente volta e repete alguma”.

Tudo ambientado por um mega telão de LED, pilotado pelos VJs da Apavoramento Sound System. A produtora, notória tanto pelos visuais das festas Shake your Quadra e Uh! Baile é nosso quanto pela série Sexy Shake, do canal Multishow, montou um vídeo para cada uma das músicas do sho. O objetivo, segundo o diretor John Woo, é “trazer a mensagem do Planet Hemp para os dias de hoje”. Para sua realização, a Apavoramento contou com a ajuda de vários parceiros, como este que vos escreve, que além de ceder imagens exclusivas das Marchas da Maconha do Rio de Janeiro, Brasília e de alguns jardins mágicos, assinou também o vídeo de Queimando Tudo, onde os ícones da marofa Cheech e Chong visitam o Rio de Janeiro e trombam com a galera do Planet Hemp.

Outras surpresas estão programadas para animar a plateia do Circo Voador, como o vídeo de uma aeromoça explanando as instruções de segurança para a viagem que será o show e um comentarista de alto gabarito (cuja identidade manteremos em segredo para não estragar a piada), dando a real sobre a proibição da maconha. O que você está esperando? Corra atrás do seu ingresso antes que a banda exploda numa nuvem de fumaça!

Artista plástico exibe imagens feitas com fumaça de maconha!

Em exposição individual, o artista Fernando de La Rocque apresenta imagens feitas de fumaça

O carioca Fernando de La Rocque é bacharel em escultura pela Escola de Belas Artes da UFRJ, sua jornada nas artes começa por volta de 2001 e 2002, quando participou de várias exposições coletivas como o espaço off-circuito Edificio Galaxi e no evento semanal Zona Franca, que revelou vários artistas e projetos que se destacam no circuito de arte contemporânea do Rio de Janeiro até hoje. Antes disso ele editou nos anos 90 o zine “Green Power”, cujos personagens reapareceriam em forma de tirinhas na década seguinte nas páginas da revista underground Tarja Preta. Atualmente representado pelo Artur Fidalgo Galeria, Fernando passou por várias galerias importantes do Rio como a TAC e Gentil Carioca, sempre explorando temas polêmicos em seus trabalhos, como os azulejos orgásticos da série “Colônias” e no trabalho “Barata de Ouro” aonde baratas recolhidas nas ruas, eram pintadas de dourado e enviadas vivas a vários museus de arte contemporânea do mundo, aonde chegaram vivas e foram criadas pelos seus curadores até o fim de sua vida natural.

Semana que vem Fernando de La Rocque lança na La Cucaracha, a exposição “Blow Job – Trabalho de Sopro” em que exibe trabalhos aonde ele pinta vários personagens utilizando a fumaça da canábis através de uma técnica inédita criada por ele mesmo. Segundo o artista, essa idéia de pintar com fumaça paira em sua cabeça há décadas, desde que ele viu numa edição da infame revista MAD, um teste para medir a saúde do pulmão de um fumante, observando o resultado após soprar a fumaça sobre o papel. Segundo o artista “mais importante do que a liberdade de usar cannabis é a liberdade de pensar e fazer arte. Polêmicas dividem opiniões, fazem as pessoas pensarem, discutirem. A inércia não ajuda em nada quando queremos conquistar alguma coisa”. Abertamente a favor da descriminalização do consumo de maconha, de La Rocque se posiciona com seu trabalho.

BLOW JOB – TRABALHO DE SOPRO

Abertura 15 de Agosto, às 19 horas
Exposição de 16 de Agosto a 22 de Setembro de 2012

Rua Teixeira de Melo, 31 Ipanema – Rio de Janeiro, RJ
+55 21 2522 0103 – cucaracha.com.br

Realização: La Cucaracha e Artur Fidalgo Galeria

Campanha pela descriminalização causa polêmica entre cultivadores brasileiros

by MaryJuana

Lançada na semana passada, a campanha da ONG Viva Rio em prol da descriminalização do uso de drogas chamou atenção por  estampar o material de divulgação com as imagens de famosos como Luana Piovani, Isabel Filladis, Luis Melo e a estilista Regina Sampaio. Intitulada “Lei de Drogas: é preciso mudar”, a ação pretende angariar 1 milhão de assinaturas em apoio ao projeto de lei que será apresentado ao Congresso Nacional com o objetivo de tornar a legislação sobre drogas no país mais branda e eficaz.

A Lei 11.343/2006, que regulamenta a política de drogas no Brasil, não faz distinção clara entre usuário e traficante. Desde que entrou em vigor, o número de presos por crimes relacionados às drogas no país dobrou. Essa falta de clareza leva à prisão milhares usuários, que geralmente nunca cometeram outros delitos, não têm relação com o crime organizado e portavam pequenas quantidades da droga no ato da detenção.

Na teoria, o que está sendo proposto é deslocar a questão das drogas da área da segurança pública para a saúde e a assistência social; descriminalizar o consumo de drogas; estabelecer diferenças entre usuário e traficante; e garantir tratamento para dependentes químicos.

Mas, na prática, o fato é que não vai mudar muita coisa.”Será prudente não portar, plantar, nem armazenar mais do que a autoridade administrativa de saúde considerar suficiente para o consumo pessoal por dez dias pois, uma quantidade maior que esta, poderá ser considerada tráfico”, explica André Barros, advogado da Marcha da Maconha.

A questão do “consumo pessoal para dez dias”, por si só, gera uma série de controvérsias por motivos óbvios: o que eu consumo em dez dias pode ser menos da metade ou mais do que o triplo do que você consome, por exemplo. Além disso, as mudanças não contemplam a descriminalização do cultivo caseiro e o uso medicinal, o que gerou polêmica entre os cultivadores, que já preparam um manifesto exigindo mais avanços nas alterações.

Reunidos através do site Growroom, os cultivadores louvam a iniciativa da campanha, mas criticam a falta de inovações nas mudanças, especialmente a legislação sobre cultivo. “No caso da canábis, que é uma planta anual, é um absurdo só poder ter a quantidade para dez dias como uso pessoal. A discussão deve ser muito mais profunda. Mais avançada,  com uma mudança que seja real. Chega de hipocrisia, temores e falsos moralismos. Esse projeto não soluciona muito, não”, opina um dos usuários.

As controvérsias não param por aí. Continua a valer a pena de 5 a 15 anos para o que for enquadrado como tráfico. “Mas ao mesmo tempo também se exclui o crime quando o sujeito adquire, guarda, tem em depósito, transporta ou traz consigo drogas para consumo pessoal ou semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de drogas para consumo pessoal”, completa André Barros.

“Achei o propósito fraco. Instituir Comissão pra cuidar das apreensões com destinação pessoal, que continuará aplicando penas para o usuário. No lugar do juizado encontrar o juiz, você irá pra comissão ser ouvido, provavelmente, por psicologos, assistentes sociais e coisas do tipo.”, aponta outro cultivador.
Mais subjetividade surge na hora de determinar se a substância é para uso pessoal, pois cabe ao juiz atender à natureza e à quantidade da substância apreendida, à conduta, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, bem como às circunstâncias sociais e pessoais do agente. Um prato cheio para ações arbitrárias e injustas, na opinião do advogado. ”As mudanças abrem um arco enorme para abusos de autoridades, que vão querer prender por tráfico todos que forem pegos com quantidade acima do limite que será estabelecido pela autoridade administrativa de saúde: isto é que é terrorismo legal!”

 

O novo projeto de lei foi elaborado pelos juristas Pedro Abramovay, professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e coordenador do Banco de Injustiças; Cristiano Maronna, membro da diretoria do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM) e Luciana Boiteux Rodrigues, professora de Direito Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre outros.

Clique aqui para saber mais sobre o manifesto que está sendo elaborado pelos cultivadores.

 

Israel desenvolve maconha sem THC e tem plantacao secreta na Galileia

Ouvimos falar sobre Israel quando se trata de guerra ou religião. O país estampa as páginas dos jornais como protagonista da infindável Guerra Santa, que de santa, já sabemos, não tem nada. O que ninguém esperava era que um dos cenários mais famosos da Bíblia, as colinas da Galileia, atualmente cede seu solo para uma plantação secreta de cannabis para fins medicinais.

O local é cercado por muros altos, câmeras de segurança e um guarda fortemente armado. A iniciativa é mantida pela empresa Tikkun Olam, que tem parceria com cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém (UHJ), responsável pelo desenvolvimento de uma erva com o THC neutralizado, eliminando os efeitos cognitivos e psicológicos – a leseira nossa de cada dia.

Foto: Baz Ratner/Reuters

Já foi comprovado que o uso da substância é propício no tratamento da diabetes, artrite reumatóide, doença de Chron, colite, inflamação do fígado, doenças cardíacas, esclerose múltipla, AIDS, cancer, entre muitas outras. “(A erva com o THC neutralizado) não gera qualquer fenômeno psicológico ou psiquico e reprime reações inflamatórias, sendo muito útil para o tratamento de doenças autoimunes”, explica a especialista em imunologia da UHJ Ruth Galilly, que estuda os efeitos medicinais da cannabis há 15 anos.

A pesquisadora afirma que remédios à base de CBD seriam muito mais baratos e eficazes que os medicamentos convencionais no tratamento dessas doenças. “Obtivemos resultados fantásticos nas experiências que fizemos in vitro e com ratos, no laboratório da Universidade Hebraica. Para pacientes idosos que sofrem de artrite reumatóide, o uso da cannabis pode ter efeitos maravilhosos e melhorar muito a qualidade de vida”. De acordo com Galilly, o índice de mortalidade em consequência de diabetes nos animais foi reduzido em 60%, tanto em casos de diabetes tipo 1 como tipo 2, após o uso do CBD.

Foto: Baz Ratner/Reuters

O uso recreativo da maconha é proibido no país. No entanto, sua utilização terapêutica é permitida desde 1993 e, segundo Zachi Klein, diretor da Tikkun Olam, empresa que detém os direitos de desenvolvimento e cultivo da erva medicinal, cerca de 9 mil paciente são tratados com cannabis, que recebem receitas médicas do Ministério da Saúde. A empresa pretende cultivar a planta desenvolvida pela UHJ, com índices de THC e CBD diferentes.

O psiquiatra Yehuda Baruch, responsável pela utilização medicinal da maconha do Ministério da Saúde, afirmou que, nos próximos meses, o órgão iniciará pesquisas sobre os efeitos da substância em pacientes que sofrem de dores crônicas.

 

Tali Sztokbant – Fonte: BBC Brasil / SRZD

O Checklist fumeta de Danilo Lucas

O El Ninho é um grupo de grafiteiros que se conheceram há quase dez anos no curso de design na PUC-Rio, em 2004 eles montaram uma exposição no Galpão das Artes Recicladas Hélio Pellegrino, a alguns metros do estacionamento da PUC, exatamente embaixo do viaduto que passa por dentro do curioso Edificio Treme-treme. A recepção da exposição foi bacana e a exposição se repetiu no projeto Multigrab, que teve 3 edições: 2008, 2009 e 2010. Era uma expo com artistas pintando shapes de skate como suporte. Esse ano, a exposição foi batizada de “A3+” e aon invés de shapes o suporte foram posters, através de uma parceria com a gráfica Visual Collection que imprimiu os posters 60x80cm que estão a venda no (www.visualcollection.com.br). A curadoria é de Madruga e Bives e selecionou 25 artistas da cena de grafitti do rio e são uma chance para a galera apresentar um trabalho diferente do que as pessoas vem normalmente nos muros da cidade.

Um dos trabalhos, “Checklist” chamou a atenção de nossa redação. Assinado pelo designer, grafiteiro e cartunistas Danilo Lucas, o Toga One o trabalho traz mais de 50 personagenscaricaturas de personagens de Cinema, Quadrinhos e TV que compartilham ou compartilharam um mesmo hábito que a maioria dos leitores da semSemente – a Maconha! Conversamos com Danilo a respeito do trabalho. A exposição A+ rola até dia 31 de dezembro no Galpão das artes da Comlurb (Padre Leonel Franca, s/nº – Gávea) das 9h as 17h.

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Sim, nós fumamos Tupac

Aside


Ao contrário do que você pensa, ainda não é uma maconha batizada com o nome do rapper, nem o filme How High.

Recentemente em entrevista a Vlad.tv o grupo de rap Outlawz confirmou ter fumado as cinzas do Tupac misturada com maconha. E.D.I. Mean, Young Noble e Hussein Fatal lembram que foi no dia da cerimônia de cremação, eles foram a praia e levaram várias coisas que o Tupac gostava, asas de frango, refrigerante de laranja e é claro, maconha.

Young Noble diz que estavam com um baseado californiano e com as cinzas do corpo do rapper, mas que não lembrava de quem foi a idéia de misturar as cinzas com a maconha. E.D.I. Mean, lembrou e disse que a idéia fora dele, pois era um pedido do próprio Tupac contido na música Black Jesus “Último desejo, manos, fumem minhas cinzas.”